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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Poema da Madrugada (para ler ao som de Kozmic Blues - Janis Joplin)



E sempre que puder notar a presença do seu sonho

E também notar que ele não parece tão importante



Diante de todas as mentiras que você viveu

Talvez, até elas te pareçam mais interessantes.

Você não sabe mais o que fazer

E tentará se preencher de pessoas

Tão vazias quanto suas idéias de alegria

Sua diversão não basta, e não importa o quanto sorria

Eu vi o que você sabe fazer,

E posso te garantir o crime é mais saudável

É aonde tudo começou, se você quiser continuar

Seu sonho fica empoeirado,

Seu veneno lhe consome

Hoje, você terá tudo o que precisa

Para continuar sendo apenas o que é.

Seus amores não lhe alcançarão na chuva

Nem retornarão para contar histórias que não aconteceram

Daqui a pouco a hora muda,

E poderemos todos mudar

Procure seu abrigo, e tome seu vinho

Pois nada mais te restará, e ninguém poderá lhe amar mais,

Fique com seu abraço, precisará dele depois

E nas palavras escritas que encontrar

Ali, estará seguro contra sua própria decadência.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Poema da Madrugada ao som de Led Zeppelin When the Leeve Breaks





Caminhando só, e sempre

Estaria bem,  mas não aquecido, 

havia o risco da vida, e da alegria, 

Na morte, qualquer anjo que viesse, servia. 

Havia dor, sede e fome, 

Porém não havia tristeza, 

Apenas se via em todos olhos, 

A fúria, contida, na beleza. 

Caminhando só, e sempre, 

Talvez condene a razão dos passos certos, 

E busque os vôos mentais imensuráveis, 

E o gozo bizarro e luxurioso da libertinagem. 

Estamos bem, juntos, e sós, 

Onde talvez a preferência insista, 

Juntos e sós contra todos, 

Até sentarmos, e esperarmos, que todos voltem, 

Incrédulos, sós, e arrependidos, 

Para receber o nosso perdão hipócrita, rebelde e humilhante, 

Sob nossos olhares contentes e corações inflados. 

Mesmo assim, continuaremos sós. Sempre. 

E ao nos levantarmos do repouso indigno e sujo, 

Sabemos que nos espera a resignação e o medo, 

De o tempo todo agarrar-se a esperança, 

De que jamais voltaremos a ser como antes. 

E sabemos também que nos esperam as lembranças

Empoeiradas como um segredo sujo, 

A solidão é o melhor  confidente, 

Mesmo assim, seguimos, sós e sempre, 

Cercados de incrédulos sós e arrependidos, 

No outro dia, a dor é sempre maior. 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Poema da Madrugada - Urbano e Só.




Enfim se desfazem os nós do dia
Virou-se o calendário e o manto escuro abate os números
Não importa se com ou sem lua ou estrelas
Se com ou sem piedade



Aqui os ruídos amplificam-se para agredir o covarde
E ampliar o medo
Passos lentos e despretensiosos atrás de você
Névoa fina e sombria
A vida lhe pertence até a próxima quadra
A porta se abre e a sua mobília cresce em sombras desajeitadas
Não se encontra, vontade de voltar
Cansa dos teus trabalhos mesmos e sórdidos
Tua pele está esfriando com o suor da caminhada
Enfim, você está só
Pode dizer qualquer coisa, não haverá resposta
Se houvesse, você não ia querer ouví-la.
Durma, daqui a pouco a luz do sol entrará no teu quarto
para cobrar a dívida pela noite de descanso.

Boa sorte.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Poema da Madrugada




Sim nós queremos te ouvir
Mesmo que embargada, a tua voz
No clamor do calor da vida

Pelos mesmos motivos que tem nos feito lutar

Nós queremos mais
Queremos te ver
Nos júris e tribunais
Levantando a espada da tua justiça
Doce e com lágrimas nos olhos
Mesmo que não vença

Queremos que nos siga
Que se junte ao desespero contido
Em cada manhã que nos levanta
Para nos levar à arena diária

Eis-nos aqui para estar contigo
Sim, nós queremos te ouvir
Mesmo que não vença
Mesmo que, embargada, a tua voz.