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quarta-feira, 30 de julho de 2014

A Arte da Guerra?


photo: AP thetelegraph.co.uk


Há dois dias, tive a oportunidade de acompanhar pela web ao vivo os ataques na Faixa de Gaza. Não era possível identificar ao certo a localização dos jornalistas, mas já dava pra ficar impressionado com a ferocidade da ofensiva de Israel. Os ataques noturnos proporcionam aquele efeito "video-game" que se assemelha a fogos de artifício, ou algum outro espetáculo pirotécnico. 
Podemos pensar que estamos muito à frente destes que lutam por terra, petróleo e por ideais religiosos, mas a verdade é que não somos melhores em nada do que eles. Matam e morrem de maneira aparentemente sem sentido, mas com uma convicção quente a respeito do que sentem, e pensam. 
Uma pena estarem resolvendo isso da pior maneira, dada a cultura e conhecimento que derramam daqueles povos há séculos. O respeito pelo sagrado também é algo a se refletir, pois neste mundinho ocidental onde as religiões estão nos supermercados e a espiritualidade é apenas uma ferramenta de bem-estar, tudo é tão relativo, morno e sem graça, que até a paz que vivemos, às custas de nossa eterna ignorância, é cruel. Mesmo em paz, matamos mais do que eles, e sem nenhum motivo aparente.  Enquanto eu escrevia essas linhas, Israel declarava uma trégua humanitária de 4 horas, e nestas mesmas quatro horas muitos brasileiros tombarão diante da violência. Quando a guerra por lá se acalmar, a nossa continuará, sem direito à trégua. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Editorial: E Se Você Estivesse em Frankfurt?

Allan Luis 


Ser escritor é um paradoxo. Sempre foi. Um luto eterno pela falta de tato da sociedade com as palavras, uma agonia calculada em cada linha, cada página e ainda, depois disso tudo, uma guerra sem escrúpulos para ver suas poucas palavras perdidas no imenso mundo do mercado editorial, em alguma gaveta ou e-mail de editor famoso.  É encarnar-se diariamente para um mundo onde a ignorância é uma bênção, e parece que somente os letrados vão pagar o preço dos pecados capitais.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Algumas realmente boas



Allan Luis



A semana chegou à metade, ou quase ao fim devido ao feriado de Páscoa, para quem é de Páscoa, ou de comer chocolate para a maioria. Em âmbito geral, como se espera da humanidade, vejo alguns bons sinais, coisas que fazem nossos olhos brilharem nem que seja um pouquinho. 

quinta-feira, 21 de março de 2013

ECAD - Sempre Ele.




E eis que surge uma esperança. O CADE, após uma denúncia da Associação Brasileira das Televisões por Assinatura, partiu pra cima do ECAD, por formação de cartel. 

O que me intriga é que a denúncia parte de um órgão que, teoricamente, nada tem a ver com as nossas eternas brigas, no caso, a respeito da distribuição dos direitos relativos à execução das músicas. 

terça-feira, 19 de março de 2013

Editorial: Velhas Palavras Fazem a Cultura e Arte




Allan Luis 


Um dia o guitarrista Fábio Dominoni cantou "Velhas Palavras, fazem canções de amor, Velhas palavras, fazem o rock'n roll", hoje aqui vamos mais além.  Não basta ser blogueiro, tudo o que se produz e escreve está sujeito à permanência ou à morte.

Sobre o Papa e seus posts nas mídias sociais.

A semana que passou foi dureza de aguentar.  A eleição do papa argentino gerou muita repercussão, um fato que levanta dúvidas sobre sua real importância para quem não é católico, por exemplo.  Em alguns dias, Francisco já tem uma história, boa ou má, contada nas redes sociais, nos telejornais, nas pregações e tudo mais que se possa utilizar para ganhar alguma audiência. 

Em alguns dias vi a manifestação da massa católica, utilizando-se da imagem do pontífice, exaltando sua humildade e o fato dele ter pago a conta do hotel, ou algo assim. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Editorial de Segunda - A Glória do Inimigo Morto




Allan Luis 


Na semana que passou, dois velórios causaram comoções bem diferentes. Na Venezuela, o presidente, ditador e amado por considerável parte de seu povo, entrou para a história da esquerda latino americana, após perpetuar-se no poder através de um golpe de estado, segundo ele, aos moldes de Simon Bolívar. Se estiverem agora no mesmo lugar, é hora de Bolívar concordar ou não com ele. Mas  isso não fará diferença.

No Brasil, o vocalista do Charlie Brown não entrou para a história, apenas consolidou mais uma história comum da combinação letal fama + drogas + carência e solidão artística, nada demais. 

Se há algo em comum entre essas duas criaturas, e com certeza também entre todos nós, é o fato de que têm inimigos.  E estes sim, são o alvo deste texto, despretensioso e apolítico, porém, creio, viável. 

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quem é Independente?




Allan Luis


No meio artístico é muito difícil perceber as verdadeiras posições de cada um. O artista é um ser que dificilmente se enquadra 100% nas convenções sociais e todos os movimentos artísticos são repletos de inconsistências, mais do que compreensíveis. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Hoje Tem Coro da Camerata na Capela Santa Maria



Sobre a Camerata Antiqua de Curitiba:


Grupo formado em 1974, formado por 37 integrantes distribuídos em 21 instrumentos de cordas (violinos, violas, violoncelos, contrabaixo, piano, órgão e/ou cravo) e 16 cantores divididos em 4 naipes. Tem como diretor artístico o maestro Wagner Polistchuk e apresenta-se sob a direção de grandes regentes e solistas do cenário nacional e internacional. Desenvolve uma temporada anual, com concertos em teatros e espaços alternativos, bem como realiza concertos em programações diversas. Tem como sede a Capela Santa Maria, espaço de ensaios e concertos.

domingo, 25 de novembro de 2012

Editorial - O Artista Mora ao Lado









Allan Luis 


Bem vindos ao Diário de Arte!

Olhando para o futuro, podemos considerar que as artes estão cada vez mais dependentes da cultura digital. No entanto, há uma certa padronização de pensamento quanto ao que se refere à propagação, formação de público e até mesmo à produção cultural quando pensamos em internet. 
Seguindo a tendência de convergência, encerrei as atividades do Cultura em Foco com bastante otimismo para realizar o novo projeto, com mais foco nos artistas que moram ao lado. O Diário de Arte vem para nos aproximar da produção que acontece nas esquinas e nos bares, não somente na forma de divulgação, mas para fazer a comunidade entender seu artista, sua maneira de pensar e sua opinião. Divulgar a arte vai além das agendas culturais, aqui nós teremos isso também, mas queremos saber mais, a compreensão passa obrigatoriamente pela discussão, pesquisa, debates de pensamento e, acreditem, também pelo entretenimento. 
Queremos saber onde estão os escritores, pintores, compositores, quadrinistas, artesãos, enfim, todos os artistas próximos de nós, aqui da redação, e de vocês, que nos acompanham.
Você, artista, ou leitor,  vai poder ver como funciona a nossa redação ali na página "Divulgue sua Arte". No caso dos leitores, também podem nos indicar artistas para divulgar. 
O nosso foco é Curitiba, mas logicamente teremos algumas velhas seções que foram referência para o Cultura em Foco, como as editorias da BBC e outras, assim como novidades mais relevantes na cultura mundial. 
Claro, e como somos produtores por aqui também, vocês acompanharão os passos da Cia de Artes Père Marié, além dos projetos musicais e outros que sempre estamos aprontando aqui no Cajuru.

O Cultura em Foco foi um boa experiência, e agora vamos aperfeiçoá-la no Diário de Arte.


Fiquem conosco.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Editorial: Chegamos ao fim. Para começar de novo.

Allan Luis

Poderia pensar em vários motivos, ou simplesmente abandonar o Cultura em Foco às moscas, porém os acessos ainda continuam, e devemos respeitar os pesquisadores que aqui entram. Hoje encerramos as atividades do projeto Cultura em Foco com um saldo positivíssimo e com muitos trabalhos realizados. A decisão foi tomada em função da necessidade de algo mais particular, novo e direcionado para os artistas, e assim faremos.  Apenas para termos uma noção da colaboração e do companheirismo, enumero algumas atividades muito legais que realizamos aqui, além do compartilhamento de vídeos, críticas, imagens e tudo mais que achávamos nesta vida bandida de artista.  Começamos com o curtíssima metragem "Ditado Popular", as peças de teatro da Cia Père Marié (várias encenações), as entrevistas e matérias com o pessoal da música livre, como a Banda Nuvens, o clip da banda Carenagem, a produção artística do show O Que Você Precisa  da Banda Carenagem, quatro edições do projeto Rock Acústico que reuniu gente muito boa tocando violões. Além de muitas reuniões, cafés, risadas e também o estresse normal em todas as áreas de produção cultural. 

Mas vocês não ficarão livres de nós com tanta  facilidade. O projeto mudará de nome e de formato de abordagem artística. Faremos uma comunicação com foco nos artistas mais próximos, haverá menos repasse de informações de outros veículos e mais direcionamento ao artista local, de qualquer gênero. Ainda neste conceito de proximidade com os artistas, trabalharemos em conjunto com ,novos projetos que estão surgindo, ficaremos de olho bem aberto em relação aos políticos que elegemos este ano para que se faça cumprir não só as promessas, mas que se vá além delas em favor da cultura. 

Nosso novo nome será divulgado na próxima semana, esperamos contar com vocês nesta nova fase de caminhada rumo à arte livre, com acesso para todos, e nesta nossa eterna luta pela valorização do trabalho artístico. 

E um imenso agradecimento à todos os artistas que por aqui passaram, nos editoriais, blogando, escrevendo poesias, postando e mantendo esse veículo vivo nos últimos seis anos, com paciência e perseverança.

Em tempo, a Companhia de Artes Père Marié continua com suas atividades e mesmo não tenho apresentado nenhuma peça teatral neste ano de 2012, trabalha duro desde janeiro na produção de uma série para WEB, que vocês poderão acompanhar também no nosso próximo projeto. 


abraços a todos, estaremos juntos. 


Allan Luis Pereira




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Editorial - Parabéns, MTV!


Allan Luis Pereira



Há exatos 31 anos, nascia nos Estados Unidos um dos mais emblemáticos ( estou usando a palavra "emblemático" mas não sou jornalista, será que pode?) ícones do universo jovem, ou melhor, do universo adolescente, a Music Television, ou MTV. 
O conceito e a idéia inicial, eles nunca negaram, era produzir algo sem nenhum conteúdo, somente imputando informações e músicas, vídeo clipes e no máximo os VJ's. 
A idéia de não ter nenhum conteúdo foi levada bem a sério. O que intriga é que, no Brasil, a emissora pertence a um dos mais poderosos e sisudos grupos editoriais do mundo, a editora Abril, que se orgulha de ter no seu portfólio a terceira maior revista semanal de informação do planeta. Informação sempre foi e sempre será um negócio, mas escancaradamente as organizações se contradizem no que diz respeito aos famosos princípios editoriais. 
No Brasil, no começo era interessante, pois quase não havia os famosos VJ's e a programação era repleta de clipes. Hoje os tais VJ's insistem em serem educadores e formadores de opinião, lançadores de modas bizarras e comportamentos idem, e assim, a prole adolescente do país vai vivendo os anos coloridos, cheios de colírios e tias de cabelo verde que insistem em parecer mocinhas. 
A promiscuidade tatuada da MTV ocupa um espaço cultural precioso na mídia e na cultura, que poderia ser muito melhor aproveitado. 
Se a idéia inicial era não ter conteúdo, tudo bem. O problema é que não foi muito bem explicada, e passaram a acreditar que "não ter conteúdo" significava "conteúdo ruim". 

Meus sinceros cumprimentos com direito à parabéns, felicidades, sem a parte dos muitos anos de vida.



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Editorial: Rafinha Bastos no Roda Viva




O programa Roda Viva da TV Cultura, há pouco encerrou a entrevista com o comediante Rafinha Bastos, considerado uma das figuras mais influentes do Twitter e, certamente uma das figuras de maior carga midiática e polêmica dos últimos tempos na pobre televisão brasileira.

Reitero, mais uma vez a importância deste programa para o jornalismo do Brasil, e o quanto está sendo difícil vê-lo neste novo formato, que consegue ser mais sofrido do que as gravações feitas por Marília Gabriela, hoje, uma das melhores âncoras do jornalismo brasileiro. 

Mais do que uma simples conversa que pouco produz em termos de conteúdo jornalístico, e que se valha a pena noticiar, mesmo aqui no nosso humilde blog, o Roda Viva sempre explorou seus convidados, provocou e se fez provocar em inesquecíveis momentos de pura imersão naquelas cabeças que pareciam se debater diante de tantas, e tão profundas questões. 

Rafinha Bastos, assim como todos os outros convidados que vi este ano, colocou os convidados "no bolso", e teve uma hora confortável. Jornalistas que reclamam de formatos de programas estrangeiros,  ou sempre apontam para as polêmicas populares, essa foi a temática, que pouco mostrou além do convidado que todos nós conhecemos, creio que até melhor que os jornalistas da bancada. 

Rafinha bastos continua sendo comediante, independente de eu gostar ou não das piadas,  faturando com isso, é uma figura pública e com certeza tem muito mais a oferecer do que os mesmos discursos da época em que fez a piada com a filha do Zezé. 

Triste, no mínimo. Limite de Comédia? Análise sobre origem de polêmicas? Jornalistas negando a origem das polêmicas envolvendo celebridades?  Rafinha, o que você sentiu naquele momento difícil? 

Nós, pobres mortais, ainda somos consumidores de jornalismo, e os poucos formatos interessantes estão se autodestruindo no mesmo redemoinho das mídias de massa. 

Aguardamos melhoras. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O novo "Eu" dos universitários.




Allan Luis Pereira


Ainda há quem pergunte o porquê citarmos os universitários em um blog de Cultura. Explico: quem tem mais condições de adentrar na vida cultural de forma efetiva são eles. Têm acesso, instrumentos e estão num momento mais "pensante" do que nós, reles mortais inseridos no mercado, ou pelo menos deveriam estar. Uma recente pesquisa da Federação Internacional de Faculdades Católicas mostrou que a grande maioria dos estudantes está  muito mais preocupada com suas realizações pessoais, do que em ser útil à sociedade. 
O excesso de individualismo surpreende? A mim, pelo menos, não. 
A cultura do auto-descobrimento, independência, e do "eu" prevalecente sempre foi um grande impulsionador de consumo para os mais diversos segmentos, mas só de alguns anos pra cá encontrou um público sem defesa. Apesar do grande volume de informações e de conhecimento disponível, não há ideologia social e seus movimentos dificilmente ultrapassam os vazios aspectos midiáticos. 
O mais interessante na pesquisa é o fato de que foi realizada por uma associação de instituições católicas. A Igreja Católica, mãe do sistema universitário, mais uma vez demonstra que, apesar de sua força política, seu pioneirismo e qualidade educacional, nunca esteve tão longe de implementar seus objetivos cristãos na área de ensino. Vide os boletos das mensalidades. 
Mas também sabemos que as instituições católicas não estão sozinhas neste molho. E também sabemos que a educação dos jovens passa, obrigatoriamente pelos conceitos das suas origens. 
Se Deus quiser, haverá um julgamento, e faltará espaço no banco dos réus. Resta-nos, como sempre, a misericórdia da Compadecida. Tomara que ela não tenha assistido a nenhuma das micaretas como a do cartaz acima.

Para saber mais sobre a pesquisa, acesse aqui.


fonte: www.estadao.com.br

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Editorial: Mudando para Mais


Allan Luis Pereira 


Já sabemos que existem outros programas com o mesmo nome do Cultura em Foco. Isso não seria impossível desde o primeiro momento, no entanto, apesar de não possuirmos o domínio oficial, é necessário esclarecer que este blog está há 07 anos no ar, e com um editorial diferenciado dos blogs mais tradicionais de cultura. Há espaço para todos e essa é a parte boa da WEB, onde a acessibilidade à informação é um pouco mais democrática que nas outras mídias. 
Neste contexto, apresentamos a vocês o novo Layout, a nova logo, e o novo foco do blog Cultura em Foco.  Com a correria acontecendo nas nossas atividades artísticas, creio que seja interessante voltarmos a nossa editoria à acompanhar mais de perto a produção que está acontecendo nos bastidores aqui do blog, e também da Cia de Artes Père Marié, que agora entra no âmbito de cinema, com a produção de curta-metragem,  e com o acompanhamento de artistas que são nossos parceiros há tempos, como a Banda Carenagem, Nuvens e tantos outros.  Além disso, teremos mais notícias com foco à produção cultural para entendermos como estamos sendo influenciados pela política cultural e econômica do país do futebol.  É apenas para se fazer entender que faz, sim, muito sentido manter o nosso blog vivo, mesmo com um nome replicado. 
Seguimos em frente com a crítica e o debate sobre o que é melhor para a nossa esquecida Cultura, e estamos atentos à eleição que se aproxima. 
Vamos lançar hoje também, nossa página no Facebook, para nos infiltrar ainda mais na "websfera". 


Seguimos em frente. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Editorial - Inspiração e Transpiração

Allan Luis Pereira






Há algum tempo a corrida para o desafio iniciou. Tropeços nos próprios passos não faltam, mas é assim que a arte e tudo o que a cerca sobrevive, em meio aos espinhos de estradas não pavimentadas. E talvez por isso seja tão atraente estar neste meio, ser artista, ajudar artistas e fazer algo acontecer como um todo. É compensador saber que estamos contra tudo e contra todos, mesmo que muitos destes "todos" achem que estão sendo bons e contribuindo para a causa. A causa é perdida desde que começou, nós não acreditamos em um final feliz para todos, nós só acreditamos que será um final justo. Também sabemos que não será fácil,  nem bonito, mas se a arte responder por si no final, e alguém entender, já será suficiente.  É preciso mais do que algumas caretas feias e falta de dinheiro para impedir os verdadeiros artistas de trabalharem.  A isso, um brinde cínico deste editor,  e talvez nunca mais poderemos dormir sem lembrar que alguém está produzindo alguma coisa neste momento. Outro brinde a isso, e mais uma dose de música, teatro e palavras duras e belas. Seguimos em frente e no final disso, seja o que Deus quiser, e o que a gente fizer. 

domingo, 24 de junho de 2012

Editorial: A Lição da Lista dos Mais Vendidos

Allan Luis Pereira 


Ontem, a BBC publicou uma matéria interessante sobre a volta do álbum na preferência de compra musical dos internautas. As vendas dos álbuns digitais superaram pela primeira vez a venda de faixas individuais na Grã-Bretanha, um resultado que animou a indústria fonográfica. 
Dispensados os grandes selos da preferência dos artistas e também do público, a indústria fonográfica se obriga a reinventar-se, e na Europa a inovação acontece principalmente em função da qualidade dos novos artistas, fator fundamental de impulsionamento deste mercado, pelo menos por lá. 
Nomes como Adele, Coldplay, Lady Gaga e Rihanna são venerados por rádios e televisão o tempo todo, e logicamente  figuram entre os álbuns mais baixados. Manter-se por algum tempo nesta lista é um desafio a mais nas suas carreiras, afinal, é necessário lembrar que o lucro na venda do formato digital é mínimo. 
A notícia também está dentro de uma tendência vintage, que exibe números audaciosos da venda dos álbuns de vinil, e dos cd's físicos, demonstrando que há um carisma importante na venda destes produtos, mesmo consciente de que é um mercado que não se sustenta sem o apoio da plataforma digital. E podemos analisar junto com tudo isso também, a lista dos 10 álbuns mais vendidos de todos os tempos, que é a seguinte: 


  1. Michael Jackson, Thriller
  2. Pink Floyd, The Dark Side of the Moon
  3. AC/DC, Back in Black
  4. Whitney Houston/Varios artistas, The Bodyguard
  5. Meat Loaf, Bat Out of Hell
  6. Eagles, Their Greatest Hits
  7. Various artists, Dirty Dancing
  8. Backstreet Boys, Millennium
  9. Bee Gees/Various artists, Saturday Night Fever
  10. Fleetwood Mac, Rumours



Friamente observando todos os cenários culturais possíveis, entendemos que somente a Whitney com seu Guarda Costas (1992) e os Backstreet Boys com seu Millennium (1999) foram lançados após a década de 80. É um fenômeno que nem mesmo o advento forte da internet consegue explicar, uma vez que somente em 2001 a força dos servidores de download implantaram a cultura do compartilhamento com a barulhenta ascensão e queda do Napster. O barulho de bandas contrárias como Metallica não as fariam, por maior que fosse o esforço, figurar numa lista como a acima, o que é extremamente doloroso, pois temos ali uma boyband daquelas que deixam corado até o mais corrupto produtor do show bizz.  Conclusão: se a excelência das produções musicais foi abandonada em favor do mainstream, isso aconteceu já nos anos 90, e não na era da música digital, como pregam alguns anciões. E, claro,  jamais haverão obras primas como as nove acima. Digital, vinil, cd, tanto faz, a lista acima nos deixa com uma sensação de derrota imensa. Não tem problema, morreremos primeiro e deixaremos a vergonha para os jovens. Se é que serão capazes de sentí-la. 

Pois é.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Editorial: Enquanto havia silêncio, eles faziam muito barulho...

Allan Luis Pereira 


De vez em quando a gente dá uma parada estratégica por aqui, por que a vida nos prende no mundo real. São projetos, afazeres, fotos, produções e tudo mais que se fizer necessário para a Arte prevalecer, e podermos gerar mais notícia e conteúdo para este nosso singelo espaço. 

Para conhecimento de todos, estou em processo de gravação de um CD conceitual que estava na minha gaveta há anos, em parceria com Fábio Dominoni (Grava-ê Records) e do estúdio Toca do Tigrão. Além disso, por ser um CD conceitual, teremos uma produção surpresa, em vias de formatação, que acompanhará o lançamento destas músicas. Por enquanto, é o que posso falar aqui. 

E também estou fazendo a produção artística da banda Carenagem para o próximo trabalho ao vivo, este, logo terão mais notícias por aqui.

E como se não bastasse, há o Rock ao Cubo, fazendo rock com violões em três cabeças, com Ronaldo Guioli e Samarone Martins.  Tá faltando hora no dia, mas não tem problema. 



No mais, vamos divulgando as atividades por aqui,  agradeço a audiência fiel e continuem à vontade, o espaço é  de todos. 


Ao trabalho! 

terça-feira, 27 de março de 2012

Editorial - Dia Mundial do Teatro






O palco parece distante, lá no fim da estrada.  Quando contemplamos a caminhada, parece que vai demorar uma eternidade para chegar, mas quando chegamos, parece que foi ontem que começamos o trabalho. Essa é uma das impressões que tenho a respeito da arte insana de dar vida aos mais diversos tipos sobre um palco. No teatro a vida se diverte com a morte, a religião toma forma e cor, o racionalismo se transfigura, vultos imortais voltam e nos envolvem com suas alienações, músicas, dança, e nos viciam aos poucos, com uma crueldade que lateja e acelera o pouco sangue que carregamos. Saber que nós podemos mais a cada ato, a cada cena, a cada palavra torna-nos sofredores e mártires de uma vida, que foi muito bem definida por Stanilavski "(...) por que o artista deve levar uma vida plena, interessante, bela, emocionante e inspiradora."O palco continua distante, mas cada vez que chegamos a ele, a estrada começa de novo. 

Parabéns a todos os envolvidos, nos encontramos na estrada. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Editorial: 06 anos de Twitter


Allan  Luis Pereira 


Era uma internet bem diferente. MSN e Orkut eram as "bolas da vez". Todos os erros e problemas característicos deste tipo de rede social estavam fatalmente atrelados à sua consequente popularização e falta de objetivos. O Facebook ainda era uma promessa nerd, até que não sei quem decidiu criar a tal ferramenta de microblog. Nada de scraps ou gifs animados com mensagens sonoras. Nada de Ctrl C Ctrl V em textos batidos de auto ajuda. Já era uma vantagem. Decidi entrar para a rede em janeiro de 2009, e passei a conhecer perfis que fazem dos 140 caracteres algo mais do que suficiente para dar o recado. Veio o vício inicial, a gente só faltava falar e fazer o sinalzinho de jogo da velha, demarcando uma Hashtag. Seguidores e Seguidos eram felizes com aqueles fakes engraçados que surgiam, fazendo humor de verdade, sem a obrigatoriedade do stand up virtual, logo imposta pelos figurões do You Tube. A coisa degringolou mesmo quando um apresentador de televisão decidiu sortear prêmios para conseguir mais seguidores, e o José Serra criou seu perfil, logo seguido por Gabriel Chalita.  Quando percebemos estava tudo perdido e Ashton Kutcher era a pessoa mais seguida do planeta e Tessália foi para o BBB, e pior, para a Playboy.  As polêmicas pipocaram de todos os lados,  mesmo assim, sempre ficávamos sabendo primeiro: Michael Jackson, Tsunamis, incêndios.  
Mas não demorou muito para saber quem eram os verdadeiros "twitters" ,  e acreditem, eles continuam lá, dando o recado necessário em 140 caracteres, mesmo que seja para dizer que hoje tem sol, chuva ou o que comeu no almoço. O twitter não acabou e não acredito na sua obselência profetizada pelos que migraram em definitivo para o #fakebook.  A maior objetividade e a interação restrita são as grandes vantagens, que acabam por deixar a ferramenta mais seletiva e com uma informação mais agradável. Basta saber quem seguir e, mais importante, o que dizer. 


Estamos lá, sobrevivendo nos endereços @culturainfoco @Allanlpereira e @SamlSamuel