Allan Luis
Ser escritor é um paradoxo. Sempre foi. Um luto eterno pela falta de tato da sociedade com as palavras, uma agonia calculada em cada linha, cada página e ainda, depois disso tudo, uma guerra sem escrúpulos para ver suas poucas palavras perdidas no imenso mundo do mercado editorial, em alguma gaveta ou e-mail de editor famoso. É encarnar-se diariamente para um mundo onde a ignorância é uma bênção, e parece que somente os letrados vão pagar o preço dos pecados capitais.




